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Inteligência artificial aplicada à produção industrial
Última alteração: 2016-07-05
Resumo
Com o aumento da dependência e da interação humana com a tecnologia da informação, o aperfeiçoamento das maquinas “pensantes”, como já se vê na computação cognitiva, tornou a área de pesquisa da Inteligência Artificial (IA) mais interessante e necessária. Desenvolvida por Alan Turing e termo cunhando por John McCarthy em 1956, a Inteligência Artificial tem se tornado imprescindível. Uma das suas possíveis aplicações é o desenvolvimento de um sistema especialista. O sistema especialista tem como objetivo solucionar os problemas tal qual um especialista da área, no caso, de produção e propor as soluções possíveis baseando-se em seus dados e experiência em casos similares. Para o desenvolvimento desta aplicação dentro do contexto podemos enfatizar a utilização da lógica fuzzy e do Raciocínio Baseado em Casos. A lógica fuzzy tem grande aceitação na área de controle de processos. Conhecida também como nebulosa e difusa, é uma forma de lógica multivalorada que contraria a lógica aristotélica obtendo resultados entre o verdadeiro e o falso, podendo assim resolver problemas de modelagem mais complexa, como proposto por Zadeh em 1965 a designação de graus de acordo com o fator pertinência, podendo o objeto de estudo pertencer mais a um conjunto do que a outro, mas ainda assim pertencer a ambos aceitando conjuntos adjacentes. O Raciocínio Baseado em Casos trata-se de uma metodologia que prevê a solução de problemas utilizando dados de experiências anteriores, tendo como características a extração do conhecimento a partir de casos passados, a identificação dos principais pontos e características de cada caso e o armazenamento dos dados e de suas respectivas soluções; podendo ser representado em um ciclo de funcionamento consistente em: recuperação, reutilização, revisão e retenção. Outras soluções da área também podem ser aplicadas. O objetivo da aplicação de inteligência artificial no processo industrial é ter um sistema capaz de trabalhar de acordo com o PCP (Planejamento e Controle da Produção), facilitando a interação de informações de nível tático e gerenciando os recursos operacionais de uma empresa com funções envolvendo: a determinação das quantidades a serem produzidas; layouts que obtenham melhor aproveitamento do fluxo dos insumos; designação das etapas para todos os processos de manufatura, bem como para mão de obra(seja ela humana ou mecânica) e controle adequado do estoque e planejamento de sua reposição. Com todos os dados determinados pretende-se a elaboração feita pelo sistema do PAP(Planejamento Agregado da Produção), PDP (Programação Detalhada da Produção) e o PMP(Programação Mestra da Produção).
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